Roxo, como convém, para marcar a dor. Um dia após.
Falei com minha amiga hoje cedo. Embora a voz sumida e algum choro diante de alguma lembrança mais sentida, ela está se recuperando: dormiu bem.
Entretanto, presumo que nesta primeira etapa, gente ligando, a casa cheia com os que tardiamente souberam da morte da Denise, ela não terá muito tempo para entregar-se á dor do luto.E esta dor, dizem os entendidos, é absolutamente necessária: existe no ser humano que precisa dizer adeus ao que partiu.Faz parte. É um rito de passagem.
Pensando bem, estes ritos nos acompanham desde o berço: vamos nos despreendendo de muitos deles, a medida que crescemos e amadurecemos: deixamos o seio, a chupeta,as fraldas, perdemos companhia de amigos, mudamos de escola, passamos por dificuldades ao passar da infância protegida para as crises da adolescência;perdemos nossa individualiddade quando nos unimos a alguém e quando nascem nossos filhos: já não podemos mais dizer que somos UM- somos a ponta de uma corda que se estica até o infinito.Já adultos, responsáveis, batalhamos até chegarmos ao que se chama de VELHICE. E isto, se, antes alguma doença física ou da mente não tenha nos atingido...Ah e as perdas? é a perda da visão, da mobilidade, do paladar, da audição:
quarta-feira, 1 de abril de 2009
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