terça-feira, 31 de março de 2009

A DOR

Acabo de chegar. As horas hoje foram minhas inimigas: volta e meia olhava, disfarçamente, para o meu falso Bulgari e elas: PARADAS...
Saí de casa lá por dez e meia. Cheguei no apartamento de Sarita carregando comigo o peso da dor e da dúvida: sofri ao saber da morte de Denise, fiquei baqueada: não esperava por este desfecho, assim, tão rápido; dúvida eu tinha em relação ao estado em que iria encontrar minha amiga.
Apreensiva, subi os seis andares, tentando reprimir minhas lágrimas: eu precisava demonstrar coragem e força: tinha ido até alí para ajudar.
Desde cedo, desde o instante do telefonema de Vera me perguntava: POR QUÊ? Por quê minha amiga tinha de passar por mais esta triste vivência? Já perdera o filho Rogério, com trinta e sete anos e, agora, sua filha mais velha, com cinquenta e dois.
Teria forças para não sucumbir?

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