Pensei encontrá-la ainda com vida quando,após dois meses, estava chegando ao Rio .Nós temos ido com frequencia á cidade maravilhosa desde que nossos netos nasceram.( Não queremos nos tornar avós ausentes, daqueles que as crianças tem receio de abraçar quando chegam perto... temos medo de nos tornar meros desconhecidos, já que a distãncia nos delegou esta circunstãncia...)
Avós e netos precisam conviver e, quando dá, lá estamos nós de malas prontas...
Pois em janeiro eu já sabia que Erika estava muito mal, mas imaginei que seus olhinhos matreiros não se fechariam até que eu chegasse.
Soube, ao desembarcar, que ela morreu enquanto eu voava.Engraçado: Nós duas alçando voo(sem acento...)mas com destinos diferentes: eu cheguei para o sorriso e o calordos meus filhos e netos, ela, para os braços dos seus amores que já a esperavam fazia algum tempo.(Danilo, Ida, Guilherme, Gilberto, Irma...)
Almas gêmeas, nós duas. Amigas do peito, nós duas.
Adeus, minha linda Madrinha! Hoje te dedico esta frase- (que copiei destas mensagens que vem pela rede -piegas, maçantes- mas que, desta vez, me caiu super bem): 'SAUDADE É O AMOR QUE FICA" .Não vejo como não ser desta forma: estas pessoas que já não estão fisicamente ao nosso lado, continuam conosco por tudo o que significaram para nós. Elas foram pedras na nossa construção e a saudade que sentimos ,com o tempo arrefece,dilui-se .A dor da ausência se torna menor diante da LEMBRANÇA: ficamos marcados eternamente pela graça de suas presenças em nossas vidas. Não dá para negar: Isso é AMOR


