quarta-feira, 3 de junho de 2009

Isaura

Verde. Com esperança. Isaura saiu do Hospital. Ligou-me hoje pela manhã: o médido disse que ela deverá continuar com a quimio para ver se o tumor regride.Estava alegre, mais animada. Sua costumeira força transparecia na voz.
Visitei-a por três vezes no hospital.Cada vez que fui, voltei arrazada.A gente não se acostuma com a miséria humana, com os conflitos, com a dor.( é mais fácil viver com o lado cor-de rosa da vida...)penso nos médicos e nas enfermeiras, em todo o staft de um hospital que se depara todo dia com estas mazelas e com o sofrimento constante. São uns abnegados. Meu marido é um desses. Meu genro também.Quem lida de perto com a doença,  quem ameniza um pouco a chaga, merece o céu.E eu vivencio a luta constante destes seres que me cercam: para eles a busca da cura não tem hora: sua própria vida depende deste objetivo: são incansáveis, dedicados. Nunca ouvi deles  menção da palavra cansaço, nunca a perda  de uma atividade prazerosa foi lastimada em detrimento do chamado de um doente. 
Mas, voltando à Isaura: tenho certeza de que dias melhores virão. Estou confiante.Ela merece.Acho que os médicos que a atendem também possuem o que ouso chamar de DIVINA CHAMA.

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