quarta-feira, 3 de junho de 2009

Isaura

Verde. Com esperança. Isaura saiu do Hospital. Ligou-me hoje pela manhã: o médido disse que ela deverá continuar com a quimio para ver se o tumor regride.Estava alegre, mais animada. Sua costumeira força transparecia na voz.
Visitei-a por três vezes no hospital.Cada vez que fui, voltei arrazada.A gente não se acostuma com a miséria humana, com os conflitos, com a dor.( é mais fácil viver com o lado cor-de rosa da vida...)penso nos médicos e nas enfermeiras, em todo o staft de um hospital que se depara todo dia com estas mazelas e com o sofrimento constante. São uns abnegados. Meu marido é um desses. Meu genro também.Quem lida de perto com a doença,  quem ameniza um pouco a chaga, merece o céu.E eu vivencio a luta constante destes seres que me cercam: para eles a busca da cura não tem hora: sua própria vida depende deste objetivo: são incansáveis, dedicados. Nunca ouvi deles  menção da palavra cansaço, nunca a perda  de uma atividade prazerosa foi lastimada em detrimento do chamado de um doente. 
Mas, voltando à Isaura: tenho certeza de que dias melhores virão. Estou confiante.Ela merece.Acho que os médicos que a atendem também possuem o que ouso chamar de DIVINA CHAMA.

RIO, AGAIN

Verde-água como são as águas do mar que estou quase a ver mais uma vez... Coisa boa que estamos com viagem marcada para a Cidade Maravilhosa! AMO,AMO, AMO este Rio de Janeiro; terra adorada de encantos mil... Por que será que , nós, gaúchos somos tão desbragadamente apaixonados por esta cidade? Deve ser por que não temos mar...
Ou, então, quem sabe,seja pelo clima... ou o astral do carioca... O que nos fascina, na verdade é aquele nonsense, aquela balburdia, aquele sopro de liberdade e de alegria que vemos em cada  esquina, nas ruas movimentadas: o povo parece estar sempre indo ou vindo de uma festa: são os casais de velhinhos passeando de mãos dadas, são as babás com seus brancos uniformes empurrando carrinhos com os bebês , é grupo que se distrai com o jogo de võlei ou de futebol, na beira da praia... há um movimento contante, parece que alguém só para  e se estira na areia para pegar um bronze..para namorar ou para tomar sua água de coco.... Ai, maravilha que estou QUASE chegando lá.. 
Os portoalegrenses que me perdoem: Nossa cidade é linda, mas é muito gelada. Principalmente no inverno. E a gente se esconde dentro de casa e só sai para o necessário. Curto Porto Alegre no outono: não existe lugar melhor... mas, no INVERNO, nem pensar... Tchau, minha cidade! Vou te trair por estes dias.( por uma boa causa: aniversário de um ano do meu neto João Henrique...)