domingo, 26 de abril de 2009

Sob o domínio de um rato

RATO, SIM! ARRG!!! URG!!! Vi-o descendo, peludo, arisco, nogento, á mil por hora,por detrás do meu fogão... Fogão fácil de mexer. pois que sobre um estrado de madeira com rodinhas:( alta tecnologia: nossa cozinha não faz muito que foi remodelada.) Tudo novo; fogão. coifa, geladeira bancada, armários...E UM RATO MORANDO NA MINHA COZINHA NOVA!!!É bem verdade que a máquina de lavar louça é antiga.( assim como eu...) e credito a ela a instalação deste indivíduo por aqui: se a máquina não estivesse estragada eu não deixaria tanta louça suja sobre a pia á noite.( aguardando que a  empregada a lavasse na manhã seguinte...)
Hoje quase morri de tanto limpar e esfregar, desde o teto, paredes, armários por dentro e por fora... arredei, móveis, enfim NADA FICOU A DESEJAR NO QUESITO LIMPEZA. Pensei: Ele vai encontrar tudo tão limpo e arrumado que vai procurar outra freguesia...
A noite fui com minha cunhada Graça a um desfile de modas. Na volta a triste certeza: O veneno que meu marido deixou sob a pia foi totalmente devorado... sinal de que ELE ou ELA  continuam por aqui. E nós dois estamos inseguros: e se ele resolver fazer uma incursão pelos outros cõmodos?
SE  quizer checar outros possíveis e aconchegantes espaços da nossa casa?
Um consolo: o veneno é poderoso. Uma pena: que  seja um predador e não um daqueles fofos ratinhos dos filmes da Disney...
Sorry, RATATOUILLE,  tua sorte já  está traçada. Para nossa tranquilidade.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A DOR- DAY AFTER

Roxo, como convém, para marcar a dor. Um dia após.
Falei com minha amiga hoje cedo. Embora a voz sumida e algum choro diante de alguma lembrança mais sentida, ela está se recuperando: dormiu bem.
Entretanto, presumo que nesta primeira etapa, gente ligando, a casa cheia com os que tardiamente souberam da morte da Denise, ela não terá muito tempo para entregar-se á dor do luto.E esta dor, dizem os entendidos, é absolutamente necessária: existe no ser humano que precisa dizer adeus ao que partiu.Faz parte. É um rito de passagem.
Pensando bem, estes ritos nos acompanham desde o berço: vamos nos despreendendo de muitos deles, a medida que crescemos e amadurecemos: deixamos o seio, a chupeta,as fraldas, perdemos companhia de amigos, mudamos de escola, passamos por dificuldades ao passar da infância protegida para as crises da adolescência;perdemos nossa individualiddade quando nos unimos a alguém e quando nascem nossos filhos: já não podemos mais dizer que somos UM- somos a ponta de uma corda que se estica até o infinito.Já adultos, responsáveis, batalhamos até chegarmos ao que se chama de VELHICE. E isto, se, antes alguma doença física ou da mente não tenha nos atingido...Ah e as perdas? é a perda da visão, da mobilidade, do paladar, da audição: